Plataforma de Dança no TMFaro | 8 Maio

8 Maio – 21h30 – Teatro Municipal de Faro
Plataforma de Dança Criadores Portugueses – espectáculo
M/16
| duração 75 minutos | preço bilhete 6€ | info/reservas 289 888110

 

Tsunamismo,  Recital para duas cordas em M | Elizabete Francisca

tsunamismo_video still Ritz Clubvideo still apresentação Ritz Club

direcção artística e interpretação Elizabete Francisca assistência de criação e ensaios André Soares assistência de criação pontual Rita Natálio caracterização António Mv, Jorge Bragada criação musical e desenho de som João Bento última música “Ilha Jovem” – Jovens do Prenda desenho de luz e direcção técnica Carlos Ramos produção O Rumo do Fumo co-produção Culturgest apoio financeiro  Forum Dança/DÉPARTS apoio de estúdio, residência  Residências ON/OFF – Guimarães Capital Europeia da Cultura/ European Culture Capital, AZEITE – Tojeira, Culturgest agradecimentos João Ferro Martins, Jorge Bragada, a equipa do -mente, Marianne Baillot, Helena Serra, Teresa Silva e Antonia Buresi o Rumo do Fumo e o Forum Dança são estruturas apoiadas por Governo de Portugal – Secretário de Estado da Cultura / Direcção Geral das Artes eCâmara Municipal de Lisboa / Forum Dança pertence à rede internacional DÉPARTS / DÉPARTS é financiada pela CE (Cultural Program 2007-2013)

Este solo parte da construção de um corpo que pode conter em si toda a força de um universo dantesco e a tranquilidade aparente de um paraíso arrasado pelo fogo depois de uma festa da espuma. Como se à primeira vista, fosse possível criar um arquétipo em diálogo com um outro (mesmo) corpo nu, num vai e vem entre racional e irracional, entre humano e bicho, entre linguagem e não linguagem. Género acéfalo com cabeça e coração, era o que eu queria construir, deixando essas imagens passar no corpo até tentar chegar a algo mais cru e rugoso, mais terreno, talvez mais simples. Seja lá o que isso for. [É que me parece que nos tornámos demasiadamente bem educados e razoáveis, demasiadamente habituados a ser parafuso de máquina silenciosa em bolha catatónica, demasiadamente atarefados a fumar ópio virtual, demasiadamente aconchegados numa cadeira de balanço a olhar para o espelho dos outros como a única salvação. Isso é decomposição lenta, é vida sem atracção, é insuficiência individual. É ser-se alicerce de plasticina, kumbaya desperdiçado. Apaga-se o desejo, o fosso necessário dos sonhos, o tesão, o êxtase, o riso, o grito e por aí fora.] Eu ainda não sei como se faz mas há uma frase que se repete na minha cabeça tout que je peut faire c´est être là, tout que je peut donner c´est ça, être là, assim, mesmo em francês.  E o circo estará sempre montado. Bem haja. Para manter um corpo vivo há que mantê-lo numa rede de paradoxos.  Esta apresentação é um excerto de 20 minutos de uma peça de 45 minutos. Pela natureza do solo, que se transforma de uma forma contínua e sequencial até ao fim, tive que escolher o início. Onde termino aqui hoje, seria na versão integral um momento de viragem para uma escrita em reservo, com outra tom e sonoridade. Elizabete Francisca

Elizabete Francisca África do Sul, 1985. Licenciada em Design Industrial (ESAD-CR), estudou dança no Fórum Dança (PEPCC) e na Escola Superior de Dança de Lisboa. Trabalhou como intérprete e/ou como colaboradora artística com Ana Borralho & João Galante, Vera Mantero, Rita Natálio, Loic Touzé, Tânia Carvalho, Mariana T. Barros, Mark Tompkins, entre outros. De entre os seus projectos destaca “3º ANDAR Bruce Willis”, “EXOC”, “Castaside the Law” e as criações “Leva a mão que eu levo o braço” e “Um espanto não se Espera” em colaboração com Teresa Silva. É artista apoiada pelo O Rumo do Fumo.

 

PEDIMOS DESCULPAS PELO INCÓMODO,
A (R)EVOLUÇÃO SEGUE DENTRO DE MOMENTOS | 
Joclécio Azevedo

pedimos desculpa

concepção e direcção coreográfica Joclécio Azevedo interpretação Joclécio Azevedo, Pedro Rosa música ao vivo Pedro Augusto/Ghuna X figurinos Jordann Santos adaptação do desenho e operação de luz Miguel Ângelo produção executiva Circular – Associação Cultural  apoio à residência Companhia Instável trabalho desenvolvido no âmbito do projecto Artista Residente da Circular Associação Cultural em Vila do Conde/2013

Gostaria de propor neste projecto dar relevo a processos físicos de antagonismo, de contradição com a realidade e com o domínio das imagens, não esquecendo a derrisão e a acidez como formas possíveis de resistência. Tentamos habitar a coreografia como antenas, como uma espécie de corpos retransmissores que podem emitir em continuidade sinais e expressar a qualquer momento o descontentamento, a confusão e o embate com uma realidade que se torna cada vez mais indecifrável e perigosamente redutora. Partimos assim de uma sensação prolongada de interregno, de pausa infinita. Interessa-nos pensar se ainda é possível, viável e desejável que cada corpo possa emitir o seu grito, à procura de outras vozes perdidas que se correspondam e amplifiquem mutuamente.

Joclécio Azevedo Brasil 1969. Vive e trabalha no Porto desde 1990. Concluiu o curso de Teatro do Balleteatro Escola Profissional em 1993, tendo frequentado formação complementar em Dança.  “Apesar das Evidências” (2003), “The Melted Mirror” (2004), “Em resumo” (2004), “Inventário”(2007), “Open scores” (2009), “Uma peça encomendada” (2009), “Alexandria (Fragmentos)” (2011), “Conspurcados” (2012), “Porto 2017” (2012), Inacabado (2013) e Pedimos desculpas pelo incómodo, a (r)evolução segue dentro de momentos” (2013) são algumas das suas coreografias e performances. www.contentor.org

Pedro Rosa Horta 1983. Concluiu o curso de dança do Balleteatro Escola Profissional (2005) e licenciou-se em Dança/Coreografia na Arnhem School of Dance, na Holanda (2007). Como coreógrafo criou “Walk”, “Dissolution of Multiples”, “88888”, “New Bodies for Invisible People” e “Do outro lado espera a sombra” e “Hyper Nova Utopic Empire”. Como intérprete destaca o trabalho realizado com Né Barros, David Brandstaeter e Malgven Gerbes, Katharina Horn, Eva Maria Kuepfer e Simone Truong. Foi distinguido com o prémio LABJOVEM 2009 pela criação de “Do outro lado espera a sombra”.

Pedro Augusto / Ghuna X Tem desenvolvido actividade regular nas áreas da música electrónica (performativa), sonoplastia e produção sob o alter-ego de Ghuna X. Já trabalhou com artistas e entidades nos mais diversos contextos (Black Bombaim, Capicua, Ana Deus, Alexandre Soares, Rey, Jonathan Saldanha, Vera Mota). Desenvolveu ban­das sonoras originais para peças de teatro e para curtas metragens. Co-fundador do colectivo portuense Faca Monstro e da editora Marvellous Tone. Trabalha como monitor da Digitópia (Serviço Educativo da Casa da Música) e faz parte do Digitópia Collective. www.ghunax.com

Hu(r)mano | Marco da Silva Ferreira

hurmano

direcção e coreografia Marco da Silva Ferreira assistência de direcção Mara Andradeinterpretação Marco da Silva Ferreira, Anaísa Lopes, André Cabral, Vítor Fontes direcção técnica e desenho de luz Wilma Moutinho música Rui Lima e Sérgio Martins cenografia e figurinosMarco da Silva Ferreira produção executiva Marco da Silva Ferreira produção Pensamento avulso parceiros o espaço do tempo, Teatro Virgínia, Jazzy Dance Studio, Feira Viva projecto financiado por Governo de Portugal/ Secretário de Estado da Cultura/ DGArtesMateriais Diversos

Em Hu(r)mano, levita-se numa atmosfera paralela à real, onde os intérpretes emergem numa racionalização sobre o “movimento humano urbano”. O meu interesse prende-se na análise e reconfiguração artística do produto abstracto que se vai gerando de forma intuitiva e progressiva no meio actual. Procuro mobilidades que se confluam com os estados destes “humanos-transumanos” e desenvolvo composições metafóricas do universo contemporâneo. Centro-me nesta abstracção para poder encontrar reflexos sobre o espaço intersticial das relações, da interacção entre o “eu humano” e o “nós urbano”, bem como sobre as transformações das massas (sociais, físicas e mentais). Nestes seres que se transumanizam existe uma iminência que os move. Eu decido começar a partir daí.

Marco da Silva Ferreira (1986, Santa Maria da Feira) é bailarino desde 2004. Intérprete profissional pela Companhia de Dança do Norte, Tok’Art (André Mesquita) e Companhia Instável (Victor Hugo Pontes e Hofesh Shechter), integra ainda diversas peças de Elisabeth Lambeck, Victor Hugo Pontes e Sylvia Rijmer. Iniciou-se como coreógrafo em 2008 em co-criação com Mara Andrade e destaca do seu repertório o solo Nevoeiro 21 (2012). Em 2009 venceu a Eurobattle no estilo de “New style” e em 2010 a competição “Achas que sabes dançar”.

 

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