plataforma de dança 2014

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no CAPa – 7 Maio – 21h30/ 8 Maio – 18h 
no Teatro Municipal de Faro – 8 Maio – 21h30
no Cine-teatro Louletano – 9 Maio – 21h30

VELEDA | Joana von Mayer Trindade
& Hugo Calhim Cristóvão

Maria Veleda revelou-se uma evidência, o ponto de partida para a criação deste solo. Pelo seu percurso de não compromisso. Pelas significações múltiplas da sua presença histórica desde a luta política metamorfoseada em opções radicais até à curiosidade da sua dedicação ao esoterismo, em paralelo com posturas sempre avançadas e dissonantes com o seu tempo no que diz respeito à mulher, à família, às relações interpessoais.   Pela particularidade do seu pseudónimo “Veleda” uma “Völvur” e o modo como este se conjuga em estranheza com o primeiro nome “Maria”: o arquétipo da mãe do cristianismo entrelaçado com o de uma profetisa guerreira impregnada de rebeldia e violência. O percurso partiu de espirais, de suspensões a traçar as fracturas do caminho. De um bater sempre presente a pedir necessidade, urgência de transformação, espírito de acção, contaminação, ironia e sarcasmo. De uma afirmação que não se compromete e não se cessa. H.C.C & J.V.M.T

concepção & criação Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristóvão performance Joana von Mayer Trindade música Paula Cepeda Rodrigues colaboração especial Valquíria Valhalladur agradecimentos Orfeão do Porto, Paulo Trindade, Rui Nascimento e Joca (Viana Bombos – Grupo de Bombos da Casa dos Rapazes de Viana do Castelo) e evidentemente  Maria Veleda encomenda Comissão Nacional para o Centenário da República | Programação: Madalena Vitorino apoio à residência Companhia Instável, Abril 2014

The Very Delicious Piece | Cristina Planas Leitão/Jasmina Krizaj

“Suado, vibrante, tonto, um corpo agitado e viciado à tua espera. Finalmente, posso declarar-me a ti. Finalmente, posso render-me a ti. Finalmente posso ser patética. Finalmente posso ser uma drama queen. Finalmente, posso ser banal. Mas finalmente, posso ir para além de mim e trazer-te comigo. Tu és a (im)pura e única essência do meu ritual”. Esta peça é, primeiro que tudo uma busca pela essencialidade, intensidade e insistência. É um encontro entre entretenimento, uma experiência pessoal a dois e como o nosso corpo vibrante atinge uma plateia inerte. Tremer é a expressão física do amor. Banalidade é comum a todos… A música é uma camada externa de rituais memoráveis. Dois corpos brilhantes, radiando a 360º, expostos mas desconectados, induzem o significado em relações que nos distorcem fisicamente e nos viciam em drama.

conceito e interpretação Cristina Planas Leitão, Jasmina Krizaj desenho de luz e selecção musical Cristina Planas Leitão, Jasmina Krizaj acompanhamento dramatúrgico Robert Steijn, Igor Dobricic treinador vocal e assistente Simon Wehrliprodução CJ & Plesna Izba Maribor agradecimentos José Laginha, Ana Rodrigues, Marlene Vilhena, Mojca Kasjak, Marlene Vilhena, Nina Milin, Anja Bornsek, Simon Wehrli, Pedro Neves, Ana Figueira, Joana Ferreira, Mala Kline, Nienke Scholts, entre outros co-produçãoDeVIR-Capa (Faro, PT), Platforma Festival – Plesna Izba Maribor (SI), HELLERAU European Center for the Arts Dresden (DE) dentro do projecto MODUL DANCE e financiado por Maribor 2012 – European Capital of Culture

 

PEDIMOS DESCULPAS PELO INCÓMODO,
A (R)EVOLUÇÃO SEGUE DENTRO DE MOMENTOS | 
Joclécio Azevedo

Gostaria de propor neste projecto dar relevo a processos físicos de antagonismo, de contradição com a realidade e com o domínio das imagens, não esquecendo a derrisão e a acidez como formas possíveis de resistência. Tentamos habitar a coreografia como antenas, como uma espécie de corpos retransmissores que podem emitir em continuidade sinais e expressar a qualquer momento o descontentamento, a confusão e o embate com uma realidade que se torna cada vez mais indecifrável e perigosamente redutora. Partimos assim de uma sensação prolongada de interregno, de pausa infinita. Interessa-nos pensar se ainda é possível, viável e desejável que cada corpo possa emitir o seu grito, à procura de outras vozes perdidas que se correspondam e amplifiquem mutuamente.

concepção e direcção coreográfica Joclécio Azevedo interpretação Joclécio Azevedo, Pedro Rosa música ao vivo Pedro Augusto/Ghuna X figurinos Jordann Santos adaptação do desenho e operação de luz Miguel Ângelo produção executiva Circular – Associação Cultural  apoio à residência Companhia Instável trabalho desenvolvido no âmbito do projecto Artista Residente da Circular Associação Cultural em Vila do Conde/2013

Hu(r)mano | Marco da Silva Ferreira

Em Hu(r)mano, levita-se numa atmosfera paralela à real, onde os intérpretes emergem numa racionalização sobre o “movimento humano urbano”. O meu interesse prende-se na análise e reconfiguração artística do produto abstracto que se vai gerando de forma intuitiva e progressiva no meio actual. Procuro mobilidades que se confluam com os estados destes “humanos-transumanos” e desenvolvo composições metafóricas do universo contemporâneo. Centro-me nesta abstracção para poder encontrar reflexos sobre o espaço intersticial das relações, da interacção entre o “eu humano” e o “nós urbano”, bem como sobre as transformações das massas (sociais, físicas e mentais). Nestes seres que se transumanizam existe uma iminência que os move. Eu decido começar a partir daí.

direcção e coreografia Marco da Silva Ferreira assistência de direcção Mara Andrade interpretação Marco da Silva Ferreira, Anaísa Lopes, André Cabral, Vítor Fontes direcção técnica e desenho de luz Wilma Moutinho música Rui Lima e Sérgio Martins cenografia e figurinos Marco da Silva Ferreira produção executiva Marco da Silva Ferreira produção Pensamento avulso parceiros o espaço do tempo, Teatro Virgínia, Jazzy Dance Studio, Feira Viva projecto financiado por Governo de Portugal/ Secretário de Estado da Cultura/ DGArtes, Materiais Diversos

Tsunamismo,  Recital para duas cordas em M | Elizabete Francisca

Este solo parte da construção de um corpo que pode conter em si toda a força de um universo dantesco e a tranquilidade aparente de um paraíso arrasado pelo fogo depois de uma festa da espuma. Como se à primeira vista, fosse possível criar um arquétipo em diálogo com um outro (mesmo) corpo nu, num vai e vem entre racional e irracional, entre humano e bicho, entre linguagem e não linguagem. Género acéfalo com cabeça e coração, era o que eu queria construir, deixando essas imagens passar no corpo até tentar chegar a algo mais cru e rugoso, mais terreno, talvez mais simples. Seja lá o que isso for. [É que me parece que nos tornámos demasiadamente bem educados e razoáveis, demasiadamente habituados a ser parafuso de máquina silenciosa em bolha catatónica, demasiadamente atarefados a fumar ópio virtual, demasiadamente aconchegados numa cadeira de balanço a olhar para o espelho dos outros como a única salvação. Isso é decomposição lenta, é vida sem atracção, é insuficiência individual. É ser-se alicerce de plasticina, kumbaya desperdiçado. Apaga-se o desejo, o fosso necessário dos sonhos, o tesão, o êxtase, o riso, o grito e por aí fora.] Eu ainda não sei como se faz mas há uma frase que se repete na minha cabeça tout que je peut faire c´est être là, tout que je peut donner c´est ça, être là, assim, mesmo em francês.  E o circo estará sempre montado. Bem haja. Para manter um corpo vivo há que mantê-lo numa rede de paradoxos.  Esta apresentação é um excerto de 20 minutos de uma peça de 45 minutos. Pela natureza do solo, que se transforma de uma forma contínua e sequencial até ao fim, tive que escolher o início. Onde termino aqui hoje, seria na versão integral um momento de viragem para uma escrita em reservo, com outra tom e sonoridade. Elizabete Francisca

direcção artística e interpretaçãoElizabete Franciscaassistência de criação e ensaios André Soaresassistência de criação pontualRita NatáliocaracterizaçãoAntónio Mv, Jorge Bragadacriação musical e desenho de som João Bentoúltima música “Ilha Jovem” – Jovens do Prenda desenho de luz e direcção técnicaCarlos RamosproduçãoO Rumo do Fumoco-produção Culturgestapoio financeiro  Forum Dança/DÉPARTSapoio de estúdio, residência  Residências ON/OFF – Guimarães Capital Europeia da Cultura/ European Culture Capital, AZEITE – Tojeira, Culturgestagradecimentos João Ferro Martins, Jorge Bragada, a equipa do -mente, Marianne Baillot, Helena Serra, Teresa Silva e Antonia Buresio Rumo do Fumo e o Forum Dança são estruturas apoiadas por Governo de Portugal – Secretário de Estado da Cultura / Direcção Geral das Artes eCâmara Municipal de Lisboa / Forum Dança pertence à rede internacional DÉPARTS / DÉPARTS é financiada pela CE (Cultural Program 2007-2013)

VER$ES | Flávio Rodrigues

A banda sonora de VERSE$, conclui-se como reflexo de uma série de temáticas que têm sido recorrentes nos meus projectos, particularmente por conter samples e captações sonoras, exploradas no decorrer do processo de criação e experimentação de performances como Inverno (2011), CATÁLOGO (2008/ 2012), RARA (2013), ou NIL-CITY (2013). Após a conclusão da peça musical, a minha primeira vontade foi oferecer-lhe um lugar autónomo, disponibilizando-a gratuitamente on-line. Paralelamente, surge também a vontade de a experienciar em estúdio, atribuindo-lhe uma fisicalidade, um corpo VERSE$ é em modo de resumo, um bailado. A solo. O meu papel consiste em criar um paralelismo entre a composição sonora e a composição coreográfica. Texto completo em: http://www.flaviorodrigues.info/2014/01/verse.html

composição sonora e artística Flávio Rodrigues assistência e acompanhamento Joana castro apoio Balleteatro, ContraDança|ASTA agradecimentos Bruno Senune

PLAY FALSE | António Cabrita & São Castro

O que somos e o que nos condiciona. Uma viagem pela condição humana, confronta-nos com a nossa existência histórica e social. A busca por um sentido muitas vezes nos entrega à urgência da articulação entre o homem e os seus limites, que o levam ao que nele é autêntico, mas também ao falso. E quem melhor do que Shakespeare para falar sobre conflitos, emoções versus razão. Recorrendo à psicologia e comportamento de personagens como Lady Macbeth, Hamlet, Romeu e Julieta, Ricardo III e reflectir sobre as suas próprias questões. Utilizando as suas palavras e acções como matéria para os nossos gestos e movimentos.

conceito, coreografia, interpretação António Cabrita, São Castro direcção técnica João Frango figurinos Catarina Morla confecção de figurinos Nuno Nogueira música António Cabrita, São Castro música adicional Murcof  “ Isaías I ” , J. S. Bach “ Passacaglia in C Minor ” produção Vo’Arte apoio a residência artística Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, Teatro Viriato, Pró-Dança, Companhia Nacional de Bailado

Europa | Miguel Moreira/Romeu Runa

A partir da obra Europa de Javier Nuñez Gasco e da obra de Berlinde De Bruyckere. “Chamo-te Europa, como chamo terra, lugar. Como chamo a minha casa. Como me chamo a mim por um nome. Como diferença.” Europa vem convidar à reflexão das jovens mentes e do público em geral sobre o significado da identidade, o significado de um corpo num lugar. Num primeiro momento os artistas invadem a Escola, desenvolvendo acções disruptivas nos intervalos e despertando alunos e professores a pensar conceitos como o sentimento de pertença, o território ou a cidadania. Quebra-se o quotidiano para desarrumar pensamentos e desconstruir dogmas, usando a dança como forma de chegar ao outro para o questionar e reconhecer. O segundo momento desta criação acontece na sala de teatro, através de uma criação inspirada na obra Europa de Javier Nunez Gasco e na obra de Berlinde De Bruyckere.

direcção Miguel Moreira, Romeu Runa interpretação Catarina Félix, Sandra Rosado produção Útero Teatro música Pedro Carneiro desenho de luz João Garcia Miguel co-produção Útero Associação Cultural, Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, João Garcia Miguel Unipessoal (Lisboa), TAGV, Teatro O Bando, Teatro-Cine de Torres Vedras, Teatro Virgínia, Teatro Aveirense apoio Câmara Municipal de Almada residências artísticas Teatro O Bando (Palmela), Uferstudio (Berlim), Escola Secundária das Taipas (Guimarães) fotografia de cena João Peixoto  fotografia Carlos Ferreira/Teatro Virgínia agradecimentos Teatro Praga, Pedro Carneiro