Nova Criação 2016/2017 de Jonas&Lander

Hisilicon Balong

Hisilicon Balong

residência de criação no CAPa – 13 a 21 Junho 2016 – estúdio 1
ensaio aberto – 20 Junho – 14h30

No seguimento de 3 anos de colaboração, em que Jonas e Lander mergulharam no campo criativo um do outro, nesta nova peça assume-se uma direção partilhada como ponto de partida.
Nesta nova criação de Jonas&Lander pretende-se criar um processo de trabalho que mescla inspirações contrastantes, variando entre estruturas coreográficas sob influência das danças suffi com a amplitude e elegância das mãos expressivas de Bob Fosse. Um casamento entre a precisão e o tosco, fortemente marcado pela apropriação de um corpo rítmico e vocal, características que têm distinguido esta dupla.
Pretende-se criar um espaço solene preenchido com diversas manobras ritualísticas operadas por corpos em estado de emergência. Estes corpos dançantes pretendem alterar a velocidade do tempo visual através de constelações coreográficas nervosas. Criam-se corpos e seres virtuais que se desdobram em tarefas físicas extremas e contrastantes, assimilando uma série de ficções que provocam fricção na linha dramatúrgica da peça.
Também como ponto de partida, Jonas&Lander conjugarão diversos interesses que habitam os seus universos criativos: relações simétricas-assimétricas, fisicalidade e expressão, tarefas virtuosas, a voz como elemento coreográfico e a incoerência narrativa.
Como estratégia fermentarão estes macro-interesses até formar uma matéria performativa autorreferenciada e singular, tornando esta peça num ato simbólico de uma união criativa.

 

Criação: Jonas&Lander
Interpretação: Jonas Lopes, Lander Patrick, Sara Zita Correia
Desenho de luz: Carlos Ramos
Residências artísticas O Espaço do Tempo, Alkantara (PT), Centro Cultural Vila Flor (PT), Centro de Experimentação Artística da Moita, Artemrede/Projeto Odisseia (PT), DeVIR/CAPa (PT), PACT Zollverein (AL), Sín Culture Centre Budapeste (HU), Graner/Mercat de les Flors (ES)
Produção: [PI] Produções Independentes | Tânia M. Guerreiro
Coprodução: Teatro Maria Matos

 

Lander Patrick (Brasil, 1989) Sofre de asma crónica desde que se mudou do Brasil para Portugal em 1989, ano em que nasceu. Foi federado em voleibol para rematar a doença, acabando por se formar em dança. A atribuição de dois prémios em coreografia – 1º prémio no Festival Koreografskih Minijatura (Sérvia) com a peça Noodles Never Break When Boiled (2012) e 2º prémio no No Ballet International Choreography Competition (Alemanha) com Cascas d’OvO (2013) – motivaram-no a persistir na criação coreográfica em vez trabalhar num call center. Cascas d’OvO valeu-lhe ainda a distinção como Aerowaves Priority Company 2014, tendo sido apresentada em Portugal, Itália, Suécia, França, Alemanha, Brasil, Espanha, Inglaterra, Polónia, Suíça, etc. Tem vindo a colaborar, por esse mundo fora, com pessoas que admira, tais como: Luís Guerra, Tomaz Simatovic, Marlene Monteiro Freitas, Margarida Bettencourt, André E. Teodósio, Jonas Lopes, entre outros. Vive em Lisboa numa autocaravana com o seu amor e acredita que o vegetarianismo contribuirá para uma prolongada existência do planeta.

Jonas Lopes (Portugal, 1986) Chama-se Jonas devido a uma promessa materna aquando do parto, decide oferecer-lhe um nome bíblico. Entra, mais tarde, na escola Chapitô onde passa três anos com professores como Sofia Neuparth, Amélia Bentes ou António Pires; faz uma residência artística em Itália, desenvolve estágio profissional no palco do São Luiz e almoça com vista sobre o Tejo.Terminado o curso emigra para Londres. Aí, partilha casa com pessoas que cresceram num barco ou nos Pirenéus, canta fado em diversos eventos da cidade e frequenta o Pineapple Dance Studio. Com saudades do azeite luso, volta para Lisboa e grava o álbum de Rosa Negra Fado Mutante, editado em 2011, reconhecido com o prémio Carlos Paredes 2012. Ingressa nesta altura na Escola Superior de Dança, onde se lança como criador, essencialmente em colaboração com Lander Patrick. Sente-se um privilegiado por viajar, aprender e trabalhar com nomes do teatro, música e dança como Margarida Bettencourt, Tiago Guedes, Vera Mantero, Sofia de Portugal, Madalena Victorino, André Teodósio, Maria João e Mário Laginha, entre outros.

 

Sara Zita Correia (Portugal, 1990) Licenciada em Dança, pela Escola Superior de Dança e formada no Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica [PEPCC], pelo Forum Dança. Participou em workshops de Antonio Tagliarini, Bruno Listopad, Marlene Monteiro Freitas, Sofia Dias & Vítor Roriz, Tânia Carvalho, entre outros. Participou em projetos e intervenções de Ana Borralho & João Galante, André Guedes, André e. Teodósio, Gustavo Ciríaco, Radar 360º, Victor Hugo Pontes, Willi Dorner, entre outros. Foi estagiária em Fuga Sem Fim de Victor Hugo Pontes e João Paulo Serafim, pela Companhia Instável. Foi intérprete em: Prêt-À-Porter da Plural – Companhia de Dança Inclusiva, sob a direção de Rafael Alvarez; Arrastão de Lander Patrick; Ossos de João Xavier; HALE – estudo para um organismo artificial de Aleksandra Osowicz, Filipe Pereira, Helena Martos, Inês Campos e Matthieu Ehrlacher. Foi co-criadora e intérprete do projeto Falsos Positivos, a par com Helena Dawin e Sara Palácios.

 

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