Libertação | Hotel Europa/André Amálio


foto Bruno Simão

residência de criação no CAPa – 4 a 10 Setembro 2017
ensaio aberto – 9 Setembro, 19h

Em Libertação iremos investigar o maior trauma do colonialismo português a guerra do ultramar, um conflito que vitimou e mutilou milhares de portugueses. Olharemos também para este evento traumático sob a perspectiva da celebração, da libertação do colonialismo em África e as acções do guerrilheiros em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique que permitiu a derrota do fascismo em Portugal. Este espectáculo de teatro documental será criado a partir de testemunhos de antigos soldados que particparam nestas guerras e outros pessoas que lutaram contra o colonialismo, combinados com material de arquivo e uma análise aos discursos políticos de ambos os lados da guerra, em particular de Agostinhos Neto, António Oliveira Salazar, Amilcar Cabral, Eduardo Mondelane, Holden Roberto, Jonas Savimbi, Marcello Caetano e Samora Machel. Reflectiremos também sobre a geração da pós-memória e a relação que existe hoje em Portugal sobre o passado colonial.

 

Criação: André Amálio
Co-Criação/Movimento: Tereza Havlíčková
Com: André Amálio, Lucilia Raimundo, Nelson Makossa
Sonoplastia/ DJ: Nelson Makossa
Desenho de Luz: Joaquim Madaíl
Cenografia e Figurinos: Maria João Castelo
Produção: Hotel Europa
Co-produção: Maria Matos Teatro Municipal 
Com apoio de: DGARTES, Ministerio da cultura, Maria Matos Teatro Municipal  Espaço Alkantara, O Espaço Do Tempo e DeVIR/CAPa
Duração: 90 min
Classificação Etária: + 14

 

 

Hotel Europa é uma companhia formada por dois artistas de dois países diferentes (Portugal e República Checa) e oriundos das disciplinas da dança e do teatro. André Amálio e Tereza Havlíčková conheceram-se no programa de mestrado MA Performance Making na Goldsmiths University, London. Desde essa altura que têm vindo a colaborar juntos, desenvolvendo trabalho que explora as fronteiras entre a dança, performance e teatro num processo de criação colectiva. Utilizam no seu processo de trabalho uma sobreposição de material autobiográfico, histórias familiares, histórias nacionais criando uma complexa teia de referencias de cultura popular e clássica, criando espectáculos que permitem ao público a oportunidade de viajar entre culturas, tempos e géneros.

 

André Amálio é artista, actor, encenador e professor de teatro tem criado espetáculos à volta de temas como a identidade cultural e a história recente de Portugal e recentemente tem desenvolvido trabalho de teatro documental. Está neste momento a concluir um MPhil/PhD na University of Roehampton. Formou-se enquanto actor e criador na ESTC em Lisboa e na Goldsmiths, University of London. Participou em espetáculos dirigidos por Ajaykumar, Anna Furse, Antónia Terrinha, Francisco Alves, Giacomo Scalisi, Joana Craveiro, João Brites, Lúcia Sigalho, Luis Castro, Madalena Vitorino, Marie-Gabrielle Rotie, entre outros. Fundou com Tereza Havlíčková a companhia HOTEL EUROPA para a qual co-criou os espetáculo FÉ, KinoWaltz e criou Portugal não é um pais pequeno e Passa-Porte. Está também a preparar o seu próximo espetáculo Libertação que estreará em Outubro de 2017 no Teatro Maria Matos em Lisboa. Professor convidado no Departamento de Teatro na ESAD. CR entre 2011-2015.

 

Tereza Havlíčková começou a sua carreira como bailarina ao completar o seu BA Dance Theatre, no Laban Centre em Londres e depois formando-se na Goldsmiths University, em MA Performance Making.  Está particularmente interessada na exploração multidisciplinar do movimento, do texto e de formas visuais, bem como da utilização de material autobiográfico. Trabalhou e estudou com artistas como Graeme Miller, Marie Gabrielle Rotie, Twitchin Mischa, Steve Paxton e trabalhou com Firenza Guidi, Etta Ermini, Anna Furse, Ajaykumar, Petr Boháč, Miřenka Čechová and Madalena Vitorino. Desde 2013 faz parte da Spitfire Company em Praga. Fundou com André Amálio a companhia HOTEL EUROPA para a qual co-criou os espetáculo FÉ, KinoWaltz, Portugal não é um país pequeno e Passa-Porte. Está também a trabalhar no próximo espetáculo da companhia Hotel Europa Libertação que estreará em Outubro de 2017 no Teatro Maria Matos em Lisboa.

 

Lucilia Raimundo é intérprete/criadora, formada em Teatro- Actores/Encenadores, na Escola Superior de Teatro e Cinema. Em Coimbra, frequentou o Curso de Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses e teve formação no CITAC (Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra), onde trabalhou com profissionais de diversas áreas das artes do espectáculo (João Mota, João Grosso, Ludger Lamers, Nuno Pino Custódio, entre outros). Desde 2001 tem diversificado a sua actividade profissional enquanto intérprete (teatro e dança/movimento) em encenação, assistência de encenação, direcção de movimento e formação em expressão dramática e corporal. Tem sido, igualmente performer em vídeo- arte e vídeos musicais e actriz em filmes de curta metragem. Em 2013, dirigiu e interpretou Regressar Leva Sempre Muito Tempo (apoio pontual DGArtes), solo transdisciplinar inspirado por O Inominável de Samuel Beckett. Trabalhou, entre outros, sob a direcção e em co-criação com Madalena Victorino, Rogério de Carvalho (Os Negros, de Genet), João Miguel Rodrigues, João Brites, Ana Luísa Guimarães – Dúvida, de Jonh Patrick Shanley, Alberto Grilli, Marie-Christine Wavreille, António Simão, Stephan Jürgens, Inês Barahona, Vera Alvelos, João Grosso. No âmbito do Ciclo Dramaturgia Viva, do Teatro Nacional D. Maria II, encenou a leitura de Seiva- A Sobrevivência dos Cactos (2010), da sua autoria.

 

Nelson Makossa nascido numa pequena vila situada no Ribatejo, Pontével-Cartaxo, Nelson Martins, filho de mãe angolana e pai português, desde sempre foi um apaixonado pela música. Inspirado pela música de Fela Kuti, criador do Afrobeat, começou por comprar discos, optando pelo formato que sempre o entusiasmou, o vinil. O seu objectivo em colecionar pérolas da música produzida em África, levou-o ao encontro de um amigo o qual partilhava a mesma paixão musical e formaram a dupla Irmãos Makossa. Dois pesquisadores de música africana da década de 70 e suas influências, decidiram cruzar os seus gostos e divulgar ao público o seu conhecimento! Os Dj sets dos Irmãos Makossa são a história de uma viagem por África e como África influenciou o mundo musical, contada pela música extraída dos vinis e cds que preenchem as suas malas! A referência desta dupla é Fela Kuti, criador do Afrobeat, mas não só, Manu Dibango, Ebo Taylor, K. Frimpong, Tony Allen, O.P. du Cotonou. Irmãos Makossa têm marcado a sua presença no FMM Sines, Boom Festival, Festival Lisboa Mistura, Meo Out Jazz, bem como colaboram com mixtapes para algumas rádios, Antena 3, RDP Africa e Groovalizacion.

 

Maria João Castelo concluiu o curso de Realização Plástica do Espectáculo na ESTC (96/99).
Passou por companhias como o Teatro do Montemuro, Teatro Meridional , Comédias do Minho,Teatro Praga entre outras. Trabalhou com Natália Luiza, Luís Gaspar, José Oliveira Barata, Sónia Aragão, Graeme Pulleyn, Abel Neves, Cristina Carvalhal, Leonor Barata, Peter Cann, Thérèse Collins, Miguel Seabra, Madalena Victorino, Steve Johnstone, Paula Diogo, Frances Land, Nuno Pino Custódio, Gonçalo Amorim, João Pedro Vaz, Agnes Desfosses, Isabelle Kessler , Therese Angebault, Alfredo Brissos, Joana Furtado, Naomi Cooke, André Amálio, Maria João Miguel, Catarina Requeijo, Miguel Sopas , Inês Barahona , Patrik Murys, Ana Lúcia Palminha, Suzana Branco, Cláudia Andrade, Miguel Fragata,Sandra Faleiro, entre outros.

 

Joaquim Madail licenciado em Design de Luz e Som pela Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo(ESMAE). Estagiou em Direcção Técnica no Teatro Nacional de São João(TNSJ). Apresentou espectáculos um pouco por todo o território nacional, bem como nalguns espaços fora de Portugal, tais como Londres, Praga, Budapeste, Varsóvia, Bielorrússia, Dunkerque, Pamplona, Cádiz e Bolzano, em diferentes áreas performativas: teatro, teatro musical, dança, música, etc. É Director Técnico nas estruturas: Casca de Noz; Kale – Companhia de Dança; Circo G!randum; Ginasiano Escola de Dança.  É Director de Produção na estrutura AM Live. É membro da Cosanostra Cooperativa Cultural. É consultor da estrutura PLW. Colaborou com Tanztheater Wuppertal Pina Bausch a convite daquela estrutura. Colaborou ainda com AM The Experience Group, Vortice Dance Company, Lee Beagley, Roman Vassiliev, Ao Cabo Teatro, Academia de Produtores Culturais, etc. Mantém desde 2007 uma colaboração regular com o TNSJ. É docente na ESMAE. Foi igualmente docente na Escola Superior Artística do Porto (ESAP) e na Academia Contemporânea do Espectáculo (ACE).

 

 

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