Antropocenas | Rita Natálio & João dos Santos Martins

residência de criação no CAPa – 22 Julho a 3 Agosto 2017 – estúdio 1

 

Antropocenas é uma colaboração entre Rita Natálio e João dos Santos Martins com a contribuição de diversos agentes nas áreas da ecologia, dança, antropologia e artes visuais. Uma palestra dançada onde plantas, pedras, gatos, dildos e relva-nasaxilas podem ser os principais oradores, onde samambaias discutem os seus direitos jurídicos, sacos de plástico suicidam-se, animais fazem petições contra a sua extinção, jardineiros cortam os cabelos de plantas humanas, onde abraçamos ursinhos de poluição, comemos terra. Textualmente, ideias da história de arte e da antropologia contemporânea misturam-se, opõem-se, matam-se e esfolam-se para destituir certos ideais de natureza. Parte-se da discussão em torno do Antropoceno e da atual crise climática, mas também das cosmologias ameríndias, das etnografias multi-espécie, do racismo estrutural, do blues dos robots e de um tronco de sumaúma cortado para que humanos pudessem dançar sobre ele. Antropo ma non troppo.

 
Conceção e curadoria | Rita Natálio, João dos Santos Martins
Proposta inicial, texto | Rita Natálio
Dança | Ana Pi, Ana Rita Teodoro, João dos Santos Martins
Artes Visuais | Pedro Neves Marques
Música | Winga Kan
Assistência dramatúrgica e de ensaios | Joana Levi
Performer-conferencista | Jota Mombaça AKA Mc Katrina
Escultura | Alexandra Ferreira
Luz | Eduardo Abdala
Som | Hugo Valverde
Jardinagem e topiária: a definir em cada cidade
Participação especial conferencista | a definir em cada cidade
Consultores e autores da publicação | Renato Sztutman, Suely Rolnik, Ailton Krenak, Paulo
Tavares.
Design de Publicação | Isabel Lucena
Produção | Associação Parasita
Apoio à produção e difusão | Circular Associação Cultural
Produção executiva | Patrícia Azevedo da Silva, João dos Santos Martins, Rita Natálio
Coprodução | Materiais Diversos, São Luiz Teatro Municipal, Festival Temps d’Images, Centro
Cultural Vila Flor
Apoio | Fundação GDA, Goethe-Institut São Paulo
Residências | Culturgest, O Espaço do Tempo, Materiais Diversos, Centro de Criação do
Candoso, 23 Milhas, DeVIR/Capa, Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas
Parcerias | BUALA
Apoio Institucional | Teatro Sá da Bandeira – Santarém
Agradecimentos | Rua das Gaivotas 6, Teatro Municipal Maria Matos
Registo Videográfico | André Godinho
Registo Fotográfico | José Carlos Duarte
Projecto apoiado por República Portuguesa: Cultura / DGArtes Direção-Geral das Artes

 

Rita Natálio nasceu em Lisboa em 1983 e vive entre Lisboa e São Paulo desde 2012. Estudou Artes do Espetáculo Coreográfico na Universidade de Paris VIII e realizou o Curso de Pesquisa Coreográfica do Fórum Dança 2006. É mestre em Psicologia (Psicologia Clínica) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2015) com orientação do Professor Peter Pál Pelbart (bolsa Fundação Calouste Gulbenkian 2012-2015). Atualmente, é doutoranda em Estudos Artísticos na FCSH-UNL e Antropologia na Universidade de São Paulo, com bolsa da FCT. A sua atividade principal tem-se centrado nas áreas da escrita, dramaturgia e performance. O seu trabalho cruza a criação de textos e espetáculos com os seus estudos académicos sobre biopolítica e estética. Como dramaturgista, Rita Natálio colaborou regularmente com Vera Mantero, João Fiadeiro, Cláudia Dias, Guilherme Garrido, Pieter Ampe, António Pedro Lopes e Marianne Baillot. Entre os seus trabalhos de performance destaca   “Não se vê que sou eu mas é um retrato (Temps d’Images/Culturgest, 2011) e “Não entendo e tenho medo de entender, o mundo assusta-me com os seus planetas e baratas” (São Luiz, 2012). Destaca igualmente o projeto “Museu Encantador” que recebeu o Prêmio Redes Artes Visuais 10ª Edição da Funarte/Brasil, e contou com a participação de um grupo alargado de artistas portugueses e brasileiros. Este projeto selecionado, posteriormente à sua estreia, para o programa de residências de investigação Les Récollets em Paris em 2015, tendo passado pelo FITEI e pelo Kampnagel (Hamburgo). Recentemente, publicou o seu primeiro livro de poesia “Artesanato” pela “(não) edições”, entretanto nomeado para o Prémio Novos 2016 em Portugal.  Atualmente, prepara o novo livro com selo da mesma editora, em paralelo ao  projeto “Antropocenas” com o coreógrafo João dos Santos Martins e um projeto de criação de um audio guide para o Museu da Imigração de São Paulo a convite do Geothe Institut São Paulo, MitSp (São Paulo) e SpielArt Festival de Munique.

 

João dos Santos Martins nasceu em Santarém em 1989. É licenciado em Dança pela Escola Superior de Dança (2010) e mestre em Estudos Coreográficos pela Paul Valèry III/ex.e.r.ce – dirigido por Mathilde Monnier em Montpellier (2013). Frequentou igualmente a Codarts, a P.A.R.T.S. e o MA-CuP em Giessen, dirigido por Bojana Kunst. Colabora como intérprete com Eszter Salamon e Xavier Le Roy e trabalhou anteriormente com Cão Solteiro, Ana Borralho & João Galante e Rui Horta, entre outros. Do seu trabalho contam a adaptação do solo Conquest (2010) de Deborah Hay, a reconstrução de Continuous Project Altered Daily (2011) de Yvonne Rainer e a produção coreográfica de Tropa Fandanga (2014) do Teatro Praga. Criou Le Sacre du Printemps (2013), co-dirigido com Min Kyoung Lee, Masterpiece (2013), Projecto Continuado (2015) – Prémio Autores SPA 2016 – e Autointitulado (2015) com Cyriaque Villemaux. Mais recentemente, foi convidado a dirigir Vera Mantero, João Fiadeiro, Clara Andermatt e Paulo Ribeiro no evento Reencontro (2016). A convite do Walk&Talk Azores criou #dancewithsombody (2016) para e com o Núcleo de Artes Performativas 37,25. Em 2017 organizou o ciclo Nova—Velha Dança onde desenvolveu, juntamente com a Ana Bigotte Vieira, o projecto – Para Uma Timeline a Haver. Recebeu a bolsa de mérito da ESD-IPL 2008/09, foi bolseiro do programa danceWeb 2010, do Centro Nacional de Cultura (2010), do programa ENPARTS (2010/11) e da Fundação Calouste Gulbenkian (2011-13). É atualmente “artista residente” da Circular Associação Cultural. O seu trabalho foi apresentado em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Áustria, Roménia, República da Coreia e Nova Zelândia.

 

 

 

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